Aqui
•14, Agosto , 2008 • Não Há Comentáriosleminskando
•2, Julho , 2008 • Não Há ComentáriosMeu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, regular como um paradigma da primeira conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, conectivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
Paulo Leminski
Tutoriais de utilização do Rtorrent - Linux
•16, Maio , 2008 • Não Há ComentáriosCeylan em Cannes
•26, Abril , 2008 • 2 Comentáriosnovo filme Three Monkeys/Üç Maymun entre os selecionados.
Admirável moça
•24, Março , 2008 • 2 ComentáriosImpossível ficar sem citar, fui enganado.
http://esteticida.blogspot.com/2008/03/eward-kaduovah-79-um-russo-filho-de.html
E que belo engano.
Einstürzende superando-se
•14, Março , 2008 • 1 ComentárioEinstürzende Neubauten - Nagorny Karabach
Antropofagia espirituosa
•7, Março , 2008 • 1 ComentárioL’affaire Sardinha
o bispo ensinou ao bugre
que pão não é pão, mais Deus
presente em eucaristia
E como um dia faltasse
pão ao bugre, ele comeu
O bispo, eucaristicamente
José Paulo Paes
Sempre justifiquei assim
•7, Março , 2008 • 4 ComentáriosTenho realidades demais pra me preocupar com contos.
Sempre tem
•6, Março , 2008 • 1 ComentárioIsso foi uma cantada.
•5, Março , 2008 • 3 Comentáriosdisse lá a moça:
- acho que já vou
- foi um dia lindo mas cansativo
disse o moço:
- sim
- pode ir
- fique bem
a moça:
- não me enxote assim
retrucou o moço:
- aprendi com uma amiga, ela sempre respondia : vá
- eu odiava
- odiei tanto que comecei a usar
ela riu…
ele finalizou
- bom
- quero te odiar.
Outro do Otto
•3, Março , 2008 • 2 ComentáriosA Náusea
•20, Fevereiro , 2008 • Não Há Comentários“A sala está a cunha. O ar ficou azul com o fumo dos cigarros e com o vapor que exalam os fatos húmidos. A empregada da caixa está no seu posto. Bem a conheço: é ruiva como eu; tem uma doença má na barriga. Vai apodrecendo lentamente por baixo das saias com um sorriso melancólico, semelhante ao cheiro de violeta que emana às vezes dos corpos em decomposição. Percorre-me um arrepio da cabeça aos pés;era… era ela que estava à minha espera. Estava ali erguendo o busto imóvel acima do balcão, a sorrir.”
Sartre








